Na magistude do seu campo (Lezíria) e com a imponência do seu templo Manuelino (Igreja Matriz) nasce em Golegã no dia 7 de Maio de 1971 o Rancho Folclórico da Golegã. Com vinte sete anos de existência, sem interrupções de percurso, são inúmeras as suas actuações: Rádio, TV e outras. Com base no meio em que vive tiveram os seus responsáveis e componentes a preocupação, através de recolhas e pesquisas junto da população idosa, reunir todo um espólio (trajes, musicas, cantares e outros), que muito o enriquece em termos etnográficos e folclóricos. Os seus trajes são vários e diversificados, quer no homem quer na mulher e que mostram como se vestia quando trabalhavam ou ainda aos Domingos e em dias de festa, também o traje de campino taz parte deste rancho. No que se dança, sobresaiem as modas de roda, quase todas cantadas e também algumas de quadrado
A nivel associativo é sócio efectivo da Federação do Folclore Português e inscrito no INATEL. Tem sede própria, edifício de algum modo antigo, lá funcionou um antigo lagar de azeile do qual existem vestígios, com a glorificação de ter sido recuperado na totalidade pelos seus directores e componentes, é um local que se aconselha visitar, pode ser considerado um núcleo museológico.
Preocupados com o evoluir dos tempos e na tentativa de preservação das raízes e valores das gentes da Golegã, tem este rancho, de à três anos a esta parte junto das escolas do ensino básico e mais propriamente junto das crianças dar-lhe a conhecera etnografia de uma Vila com tradições seculares nos mais variados usos e costumes das suas gentes.
Rolinha
Tema muito popular junto das classes rurais, que o cantavam e dançavam no campo, quando os corpos ainda não "surrados" permitiam e convidavam a um pé de dança. E, aos Domingos e dias assinalados, onde rapazes e raparigas se encontrassem. Tanto nas ruas da Golegã como em qualquer outro espaço propício à confraternização.
Desconhecem-se os autores e a época a que remonta. Foi recolhido pelo Rancho Folclórico da Golegã junto de campesina goleganense de avançada idade, que guarda com carinho temas tão expressivos e recorda com saudade a sua juventude tão divertida.
Natural da Chamusca, em pleno coração do Ribatejo, começa de muito novo o contacto com a música no Coro da Igreja da sua terra, vindo mais tarde a ser solista e organista. Por influência do ambiente que o rodela e devido à excelente voz que possui, começa a cantar fado acompanhando-se à viola. A sua crescente paixão pela canção nacional, leva-o às grandes casa de Fado de Lisboa, onde conhece e se torna conhecido dos grandes Intérpretes.
As actuações a nível nacional e Internacional acontecem regularmente, destacando-se, em Junho de 1990, a presença em Macau e Hong-Kong a convite da Região de Turismo dos Templários. Algumas participações em Rádio e Televisão são também de registar. Em 1996 edita um CD, "Fados e Baladas", com a colaboração Imprescindível do seu conterrâneo José Cid, e dos músicos Custódio Castelo, Carlos Velez e João Moreira. Nesse mesmo ano, torna-se só cio da academia Portuguesa da Guitarra e do Fado. A convite de António Pinto Basto, organiza a Semana do Ribatejo Fadista para apresentação na EXPO '98.
Teresa Tapadas
Natural de Riacho, Concelho de Torres Novas, Inicia a sua carreira nos finais de '94, depois de ter sido solista do grupo Folclórico da sua terra.
O seu gosto pelo Fado e influenciada pelas vozes de Amália e Teresa de Noronha. Espectáculos acontecem com regularidade, tendo já cantado ao lado de grandes nomes, como António Pinto Basto, Margarida Bessa, Carlos Zel, sendo considerada pelo Jornal "O Independente", em reportagem recente sobre a nova alma do Fado, como uma das melhores vozes da nova Geração Fadista. Dos momentos altos da sua carreira ainda curta destacam-se a sua participação no espectáculo "Raízes Rurais, Paixões Urbanas" sob a direcção de Ricardo País e Mário Laginha, e tendo integrado também o elenco da Semana do Ribatejo Fadista na EXPO'98.
Azinhaga, é freguesia antiquíssima com foral concedido por D. Sancho II. As suas tradições, tornaram-na em concurso nacional, em 1938, a "Aldeia mais portuguesa do Ribatejo".
O rancho Os Campinos de Azinhaga foi fundado em Junho de 1948, por José dos Reis. Em 1952, já com Augusto Barreiros como director artístico, reproduziram--se, após novas recolhas, os trajes existentes na Azinhaga em meados da Época Romântica.
As suas principais danças são: modas de roda, fadinhos, bailaricos, verde-gaios, viras, moda dos dois passos e fandango. O rancho foi buscar o nome a parte do primeiro verso, do segundo terceto do soneto "Azinhaga" de Gustavo Matos Sequeira:
"Campinos da Azinhaga... Ei-los lá vêm.
Bendita a terra que criou tais filhos.
Felizes filhos que tal madre têm!"
De entre inúmeros festivais nacionais e internacionais, de destacar as exibições em Espanha-na EXPO '92 em Sevilha, e na Bélgica-na Europália '91, em representação de Portugal.
O Fadinho
O Fadinho, em desgarrada, também pode ser uma oração. São quadras dobradas, de amaciar o ouvido, que cantam, cantam, coisas lindas. Trovas da minha terra, gimeis da minha amada. Pode ser uma oração, quando em louvor do Outono tranquilo, a névoa, respiração de rios e alvercas, de lodaçais e pauis se evola no campo, envolvendo o som lúgubre de chocas e chocalhos. Na mansidão perfeita dos gados comendo o último pasto. Ainda ao cair da tarde no toque singelo dos sinos batendo as Avé-Marias. Melodia lenta, magoada, que no fadar do canto, impõe aos jogos dos pares, o andante pesaroso da música.
È um Departamento da Associação Cultural "Cantar Nosso" aberto a todos os que gostem de cantar. É um Coro Polifónico que executa música de todas as épocas. Cultiva o espírito da solidariedade e do são convívio, desenvolvendo acções de âmbito musical e social É constituído por pessoas dos Distritos de Lisboa, Santarém e Porto, provenientes de vários Concelhos, maioritariamente da Golegã.
Historial
Em 1987 surge o projecto "Cantar Nosso" na pessoa de um grupo de professores e amigos que iriam formar um Grupo de Música Popular e desde logo o Coro Polifónico.
Apoiado pelo FAOJ e pela Câmara Municipal institucionalizou-se a Associação Juvenil agora designada por Associação Cultural "Cantar Nosso".
Sempre com o apoio de IJ. agora IPJ, viria a ser reconhecida como Intituição de Utilidade Pública, sendo CCD do INATEL, registada no Registo Nacional das Associações Juvenis, filiada na Federação Portuguesa das Colectividades (FPCCR) e na Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ).
A Associação Cultural "Cantar Nosso", instituição sem fins lucrativos é actualmente formada por vários departamentos entre os quais a Escola de Música que pratica programas para o ensino oficial.
Desde 1997 que estáa construir um edifício de dois andares "Centro de Difusão Cultural" com o apoio da Secretaria de Estado da Juventude e da Câmara Municipal da Golegã.
Por carolice e encorajamento pelo sucesso das Marchas Populares de 1992 foi fundado este Grupo Etnográfico, com integração na INATEL como sócio de pleno direito. Em Abril de 1993 foi assinada escritura notarial de constituição. Responsável pela organização de alguns festejos que deram mais animação à Golegã desde 1992. Já representou a Golegã e o Ribatejo em festivais nacionais e estrangeiros. Teve várias participações na Radio e Televisão.
Dança Dos Barrões DANÇA DOS BARRÕES
Barrões - Designação popular atribuída aos trabalhadores das Beiras e Alentejo que até há poucos anos vinham fazer a safra das vindimas e da azeitona nos campos da Golegã.
Dança dos Barrões - Tema genuinamente popular, remontando a 1912, que o folclore identifica como sentimento de tristeza e saudade na despedida da terra e da gente da Golegã que tão bem os acolhera. E que eram obrigados a deixar pelo regresso às suas terras, findas que estavam as colheitas.
Seguindo as tradições e o espírito do grupo anterior foi constituída uma nova formação agora exclusivamente com jovens entre os 15 e os 23 anos. todos naturais da Golegã. Tal como no anterior, utilizam Instrumentos acústicos e de percussão de todo o país. Têm percorrido, durante quatro anos. Todo o país. Gravaram para a TVI e RDP Internacional. Dedicam-se à pesquisa da tradição oral do Ribatejo, a uma ou mais vozes.
Entidades apoiantes: INATEL, I.PJ., Câmaras Municipais e Junta da Freguesia, fundamentalmente.
Actuam gratuitamente, transmitindo o gosto pela música e a tradição de um povo com séculos de História.
Erva Cidreira
Moda popular que as raparigas e os rapazes, trabalhadores no campo, na hora da sesta e nos tempos de lazer, quando de alma vibrante e o corpo ainda não "surrado", entoavam para se divertirem numa "dança de roda", dando largas à sua exuberância e alegre forma de viver.
Tema antigo cujos autores são desconhecidos, cantado por todo o país, mas que cada região interpreta consoante o seu sentir.
Chegou até nós ainda cheio de vitalidade com recolha junto de uma idosa Goleganense, que na sua juventude tantas vezes a cantou e dançou.