Visitantes

mod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_counter
mod_vvisit_counterHoje23
mod_vvisit_counterOntem31
mod_vvisit_counterEsta Semana223
mod_vvisit_counterEste Mês295
mod_vvisit_counterTotal17181
Entrada Musica
Musica PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Sexta, 31 Outubro 2008 10:30

cd

 

1 - Golegã Mãe Venturosa -

Raul Caldeira Nascido a 4/7/60 na Chamusca

1986 - Integra os quadros da Rádio Bonfim da Chamusca.

1988 - Rádio o Ribatejo Santarém

1989 - Rádio o Ribatejo Azambuja

1990 - Rádio Comercial de Almeirim

Teatro Revista Local "Sem Papas na Língua"

1995 Ceia dos Cardeais Teatro

Inúmeros espectáculos apresentando e dizendo Poesia

1998 Apresentador oficial Semana Ascenção Chamusca

Colaborador do Jornal da Chamusca

Semana do Ribatejo na EXPO '98

--Letra--

Golegã Mãe Venturosa

 

Oh! Golegã mãe venturosa

Ilustres filhos em ti nasceram

Honras os vivos vives saudosa

Daqueles que já te deixaram

 

Patrício Cecílio sua graça

Homem de saber e valentia

Como lidar um toiro na praça

A muitos ensinou com mestria

 

Manuel dos Santos que valor

Senhor da arena e touradas

António dos Santos um primor

Encanto das lides apeadas

 

Toiros de raça e nobre casta

Concedem á lide mais valor

Com terras de Serrão, Gregório

Térré e Marquês de Rio Maior

 

Da cepa Barreiros nasceu

Prole de valentes forcados

Por empolgantes e rijas pegas

Hoje e sempre serão lembrados

 

Cavalos de raça apurada

Que passaram à posteridade

Com saber e carinho criados

Pios Coimbra Veiga e Andrade

 

Génios de paleta são pintores

Martins Correia Serrão Faria

Manuel Fernandes e João Veiga

Que ramalhete em parceria

 

De sete ofícios mil maneiras

Mago nas letras mestre na pena

José Saramago d'além fronteiras

Erudito autor sempre em "cena"

 

P'la fotografia um museu

Foi Carlos Relvas grande obreiro

Doutor Brito poeta artista

Médico ilustre de corpo inteiro

 

De condição mais humilde

Vimos passar altivos campinos

Foram Felícios foram Singéis

Que imitámos ainda meninos

 

São da Golegã bem Portuguesas

Mulheres de valor graciosas

Anónimas são grandes obreiras

Destas gerações tão valorosas

 

Muito mais há para dizer

Outros tantos são de louvar

É pena não se poder fazer

Neste verso ficam a recordar

 

2 - Cumprir o Rifão -

Cumprir o Rifão

 

Como manda a tradição

No dia de São Martinho

Cumpre o gue diz o rifão

Vaia adega e prova o vinho

 

Tinto ou branco pouco importa

Se for borne souber bem

Amigos batem aporta

Petiscando o que se tem

 

Deita lume a umas lenhas

Pois os dias estão mais frescos

No brasido assam castanhas

Comem nozes e figos secos (ref.)

 

Taliscas de bacalhau

E uns nacos de presunto

Dizem uns que não está mau

Outros dá vida a um defunto

 

Tanto faz ser branco ou tinto

Assim o copo esteja cheio

Todos bebem com afinco

Piscando o olho de permeio (ref.)

 

De cavaqueira em cavaqueira

Assam-se febras na brasa

E mesmo que se não queira

Ficamos de grão na asa (ref.)

 

 

3 - Rolinha -

Rancho folclórico da Golegã

Na magistude do seu campo (Lezíria) e com a imponência do seu templo Manuelino (Igreja Matriz) nasce em Golegã no dia 7 de Maio de 1971 o Rancho Folclórico da Golegã. Com vinte sete anos de existência, sem interrupções de percurso, são inúmeras as suas actuações: Rádio, TV e outras. Com base no meio em que vive tiveram os seus responsáveis e componentes a preocupação, através de recolhas e pesquisas junto da população idosa, reunir todo um espólio (trajes, musicas, cantares e outros), que muito o enriquece em termos etnográficos e folclóricos. Os seus trajes são vários e diversificados, quer no homem quer na mulher e que mostram como se vestia quando trabalhavam ou ainda aos Domingos e em dias de festa, também o traje de campino taz parte deste rancho. No que se dança, sobresaiem as modas de roda, quase todas cantadas e também algumas de quadrado

 

A nivel associativo é sócio efectivo da Federação do Folclore Português e inscrito no INATEL. Tem sede própria, edifício de algum modo antigo, lá funcionou um antigo lagar de azeile do qual existem vestígios, com a glorificação de ter sido recuperado na totalidade pelos seus directores e componentes, é um local que se aconselha visitar, pode ser considerado um núcleo museológico.

 

Preocupados com o evoluir dos tempos e na tentativa de preservação das raízes e valores das gentes da Golegã, tem este rancho, de à três anos a esta parte junto das escolas do ensino básico e mais propriamente junto das crianças dar-lhe a conhecera etnografia de uma Vila com tradições seculares nos mais variados usos e costumes das suas gentes.

 

Rolinha

Tema muito popular junto das classes rurais, que o cantavam e dançavam no campo, quando os corpos ainda não "surrados" permitiam e convidavam a um pé de dança. E, aos Domingos e dias assinalados, onde rapazes e raparigas se encontrassem. Tanto nas ruas da Golegã como em qualquer outro espaço propício à confraternização.

 

Desconhecem-se os autores e a época a que remonta. Foi recolhido pelo Rancho Folclórico da Golegã junto de campesina goleganense de avançada idade, que guarda com carinho temas tão expressivos e recorda com saudade a sua juventude tão divertida.

 

--Letra-

Rolinha

 

Quem me dera ser a rola Pois é

A rolinha do certão Pois é

Eu ia fazer o ninho Pois é

Na palma da tua mão Assim é que é

 

Ó rola que vais tão tola Pois é

Onde vais fazer o ninho Pois é

Ao outra lado do Tejo Pois é

No mais alto pinheirinho Assim é que é

 

Chora a rola que se mata Pois é

Que lhe roubaram o ninho Pois é

Não o fizesses tu ó rola Pois é

Tanto à beirinha do caminho Assim é que é

 

Quem me dera uma lima Pois é

Para limar a garganta Pois é

Para cantar como a rola Pois é

Como a rola ninguém canta Assim é que é

 

4 - Feira de S. Martinho -

João Chora

Natural da Chamusca, em pleno coração do Ribatejo, começa de muito novo o contacto com a música no Coro da Igreja da sua terra, vindo mais tarde a ser solista e organista. Por influência do ambiente que o rodela e devido à excelente voz que possui, começa a cantar fado acompanhando-se à viola. A sua crescente paixão pela canção nacional, leva-o às grandes casa de Fado de Lisboa, onde conhece e se torna conhecido dos grandes Intérpretes.

 

As actuações a nível nacional e Internacional acontecem regularmente, destacando-se, em Junho de 1990, a presença em Macau e Hong-Kong a convite da Região de Turismo dos Templários. Algumas participações em Rádio e Televisão são também de registar. Em 1996 edita um CD, "Fados e Baladas", com a colaboração Imprescindível do seu conterrâneo José Cid, e dos músicos Custódio Castelo, Carlos Velez e João Moreira. Nesse mesmo ano, torna-se só cio da academia Portuguesa da Guitarra e do Fado. A convite de António Pinto Basto, organiza a Semana do Ribatejo Fadista para apresentação na EXPO '98.

 

Teresa Tapadas

Natural de Riacho, Concelho de Torres Novas, Inicia a sua carreira nos finais de '94, depois de ter sido solista do grupo Folclórico da sua terra.

 

O seu gosto pelo Fado e influenciada pelas vozes de Amália e Teresa de Noronha. Espectáculos acontecem com regularidade, tendo já cantado ao lado de grandes nomes, como António Pinto Basto, Margarida Bessa, Carlos Zel, sendo considerada pelo Jornal "O Independente", em reportagem recente sobre a nova alma do Fado, como uma das melhores vozes da nova Geração Fadista. Dos momentos altos da sua carreira ainda curta destacam-se a sua participação no espectáculo "Raízes Rurais, Paixões Urbanas" sob a direcção de Ricardo País e Mário Laginha, e tendo integrado também o elenco da Semana do Ribatejo Fadista na EXPO'98.

--Letra--

Feira de S.Martinho

 

É no dia de S. Martinho

Que bem cedo pia manhã

Gente se mete ao caminho

Rumo à feira da Golegã

 

Chega o povo de todo o lado

Que se apinha no Arneiro

Rendido maravilhado

Co'as perícias dum cavaleiro

 

É a feira de Portugal

Onde o cavalo ê senhor

Paços danças ritual

Trotes galopes vigor

 

E amazonas tão formosas

E garbosos cavaleiros

Trajes charretes vistosas

Encanto dos forasteiros

 

Abrem pipos d'água-pé

Estalam castanhas assadas

Daqui a nada há banzé

Pinguitas mal arrumadas

 

PTó almoço ou p'ró jantar

Mesmo de pé ou sentados

Pitéus sempre a fritar

Rescendem gostosos grelhados (ref.)

 

Altifalantes aos berros

Apregoam baratezas

E o povinho posto a ferros

Compra grossas e miudezas

 

Frutos secos carnes fumadas

Peles abafos a vender

Algumas carteiras roubadas

Negócios que fazem doer

(ref.)

 

Trajes charretes vistosas

Encanto dos forasteiros

E amazonas tão formosas

E garbosos cavaleiros

 

 

5 - Fadinho da Azinhaga -

Rancho "os campinos da azinhaga"

Azinhaga, é freguesia antiquíssima com foral concedido por D. Sancho II. As suas tradições, tornaram-na em concurso nacional, em 1938, a "Aldeia mais portuguesa do Ribatejo".

O rancho Os Campinos de Azinhaga foi fundado em Junho de 1948, por José dos Reis. Em 1952, já com Augusto Barreiros como director artístico, reproduziram--se, após novas recolhas, os trajes existentes na Azinhaga em meados da Época Romântica.

 

As suas principais danças são: modas de roda, fadinhos, bailaricos, verde-gaios, viras, moda dos dois passos e fandango. O rancho foi buscar o nome a parte do primeiro verso, do segundo terceto do soneto "Azinhaga" de Gustavo Matos Sequeira:

 

"Campinos da Azinhaga... Ei-los lá vêm.

 

Bendita a terra que criou tais filhos.

 

Felizes filhos que tal madre têm!"

 

De entre inúmeros festivais nacionais e internacionais, de destacar as exibições em Espanha-na EXPO '92 em Sevilha, e na Bélgica-na Europália '91, em representação de Portugal.

 

O Fadinho

O Fadinho, em desgarrada, também pode ser uma oração. São quadras dobradas, de amaciar o ouvido, que cantam, cantam, coisas lindas. Trovas da minha terra, gimeis da minha amada. Pode ser uma oração, quando em louvor do Outono tranquilo, a névoa, respiração de rios e alvercas, de lodaçais e pauis se evola no campo, envolvendo o som lúgubre de chocas e chocalhos. Na mansidão perfeita dos gados comendo o último pasto. Ainda ao cair da tarde no toque singelo dos sinos batendo as Avé-Marias. Melodia lenta, magoada, que no fadar do canto, impõe aos jogos dos pares, o andante pesaroso da música.

 

--Letra-

Fadinho da Azinhaga

 

É estilo do cantador

Quando chega ao arraial

Perguntar ao seu amor

Se passou bem ou mal.

 

Oh, meu amor, meu amor

Meu amor, meu ai Jesus

No dia em que te nàovejo

Nem a candeia dá luz.

 

Ausenta-se o jardineiro

Fecha-se a porta ao jardim:

Foste o meu primeiro amor

Serás meu até ao fim.

 

Tenho trezentas navalhas

Quatrocentos canivetes:

Oh, cantadeira afamada

Vê lá bem com quem te metes.

 

Tu não cantes o Fadinho

Que não no sabes cantar:

Tem um requebro no meio

Nem todos o sabem dar.

 

Adeus terra d'Azinhaga

Não és vila nem cidade;

És um cantinho do céu

Onde brilha mocidade.

 

6 - Tamba Tajá -

Orfeão

È um Departamento da Associação Cultural "Cantar Nosso" aberto a todos os que gostem de cantar. É um Coro Polifónico que executa música de todas as épocas. Cultiva o espírito da solidariedade e do são convívio, desenvolvendo acções de âmbito musical e social É constituído por pessoas dos Distritos de Lisboa, Santarém e Porto, provenientes de vários Concelhos, maioritariamente da Golegã.

 

Historial

Em 1987 surge o projecto "Cantar Nosso" na pessoa de um grupo de professores e amigos que iriam formar um Grupo de Música Popular e desde logo o Coro Polifónico.

 

Apoiado pelo FAOJ e pela Câmara Municipal institucionalizou-se a Associação Juvenil agora designada por Associação Cultural "Cantar Nosso".

 

Sempre com o apoio de IJ. agora IPJ, viria a ser reconhecida como Intituição de Utilidade Pública, sendo CCD do INATEL, registada no Registo Nacional das Associações Juvenis, filiada na Federação Portuguesa das Colectividades (FPCCR) e na Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ).

 

A Associação Cultural "Cantar Nosso", instituição sem fins lucrativos é actualmente formada por vários departamentos entre os quais a Escola de Música que pratica programas para o ensino oficial.

 

Desde 1997 que estáa construir um edifício de dois andares "Centro de Difusão Cultural" com o apoio da Secretaria de Estado da Juventude e da Câmara Municipal da Golegã.

 

--Letra--

Tamba Tajá

 

Ah!

Tamba Tajá, me faz feliz

Que meu amor me queira bem.

 

Ô

Que meu amor, me queira bem,

Que meu amor seja só meu, de mais ninguém

Que seja meu, todinho meu de mais ninguém

 

Tamba Tajá, me faz feliz

Assim o índio carregou sua "macuxi"

Para o roçado, para a guerra, para a morte

Assim carregue o nosso amor a boa sorte!

 

Tamba Tajá,.. Tamba Tajá...

 

Ah!

Tamba Tajá, me faz feliz

Que meu amor me queira bem:

 

Ô

Que meu amor, me queira bem,

Que meu amor seja só meu, demais ninguém

Que seja meu, todinho meu de mais ninguém

 

Tamba Tajá, me faz feliz

Que mais ninguém possa beijar o que beijei,

Que mais ninguém escute aquilo que escutei,

Nem possa olhar dentro dos olhos que olhei.

 

Tamba Tajá... Tamba Tajá...

 

 

7 - Fado do Traje à Portuguesa -

Fado do Traje à Portuguesa

 

Moda antiga sempre viva

É bem moderna

Recordada assim festiva

Fica eterna

 

D'outros tempos doutras eras

Passam dias primaveras

Vibram nossos corações

Mantendo velhas tradições

Nobres costumes ancestrais

De nossos avós nossos pais

 

Neste Traje à Portuguesa

Está o vigor da tradição

Tem garbo e tem nobreza

Desperta amor e paixão

E do brio de bem trajar

Nasceu meu gosto de montar (ref.)

 

Minha jaqueta meu colete

Cinta e calça de-cós-alto

Camisa de linho ou cambraia

Meu calção ou minha saia

De lã serrobeco ou veludo

A preceito e não é tudo

 

Meu chapéu de aba larga

Meia branca e bota alta

E em boa pele de carneira

Botas de salto-de-prateleira

E para melhor cavalgar

Irei luvas esporas usar (ref.)

 

 

8 - Dança dos Barrões -

GRUPO ETNOGRÁFICO - OS CAMPONESES DA GOLEGÃ

Por carolice e encorajamento pelo sucesso das Marchas Populares de 1992 foi fundado este Grupo Etnográfico, com integração na INATEL como sócio de pleno direito. Em Abril de 1993 foi assinada escritura notarial de constituição. Responsável pela organização de alguns festejos que deram mais animação à Golegã desde 1992. Já representou a Golegã e o Ribatejo em festivais nacionais e estrangeiros. Teve várias participações na Radio e Televisão.

 

Dança Dos Barrões DANÇA DOS BARRÕES

Barrões - Designação popular atribuída aos trabalhadores das Beiras e Alentejo que até há poucos anos vinham fazer a safra das vindimas e da azeitona nos campos da Golegã.

 

Dança dos Barrões - Tema genuinamente popular, remontando a 1912, que o folclore identifica como sentimento de tristeza e saudade na despedida da terra e da gente da Golegã que tão bem os acolhera. E que eram obrigados a deixar pelo regresso às suas terras, findas que estavam as colheitas.

--Letra--

I

Vai pra ti nossa gratidão

Ai ao toque da nossa sanfona

Dos barrões que tu não esqueces

Para a apanha da azeitona

 

II

Situada abeira do Tejo

Tua gente é hospitaleira

És rainha do Ribatejo

Quer o povo queira ou não queira

 

III

Ai adeus Golegã brincalhona

Ai és vila não és cidade

Acabou-se a tua azeitona

Vou-me embora fica a saudade

 

9 - Moda Antiga -

Moda Antiga

 

Trajei à maneira antiga

Sem preconceito

Na rua gostei de andar

Assim vestido

Ao que a moda obriga

Não dava jeito

Dei nas vistas gente a olhar

Foi divertido

Trajei à maneira antigo

Sem preconceito

 

Vesti a rigor e com galhardia

Sem presunção bem a meu gosto

Foi de prazer não por mania

Que andei um dia todo bem posto

 

Bem vestir tem tradição

Bem portuguesa

Fino corte com elegância

Todo o encanto

E com distinção

É ter nobreza

Ser garboso sem arrogância

Causa espanto

Vestir bem é tradição

Bem portuguesa (ref.)

Fatiota bela janota

Faço um vistão

Traje curto e perfeito

Mesmo a matar

Bonito de alta nota

É um estadão

Por respeito pelo preceito

Irei montar

De fatiota bela janota

Ai que vistão

 

 

10 - Erva Cidreira -

Grupo de musica popular

Seguindo as tradições e o espírito do grupo anterior foi constituída uma nova formação agora exclusivamente com jovens entre os 15 e os 23 anos. todos naturais da Golegã. Tal como no anterior, utilizam Instrumentos acústicos e de percussão de todo o país. Têm percorrido, durante quatro anos. Todo o país. Gravaram para a TVI e RDP Internacional. Dedicam-se à pesquisa da tradição oral do Ribatejo, a uma ou mais vozes.

Entidades apoiantes: INATEL, I.PJ., Câmaras Municipais e Junta da Freguesia, fundamentalmente.

Actuam gratuitamente, transmitindo o gosto pela música e a tradição de um povo com séculos de História.

 

Erva Cidreira

Moda popular que as raparigas e os rapazes, trabalhadores no campo, na hora da sesta e nos tempos de lazer, quando de alma vibrante e o corpo ainda não "surrado", entoavam para se divertirem numa "dança de roda", dando largas à sua exuberância e alegre forma de viver.

Tema antigo cujos autores são desconhecidos, cantado por todo o país, mas que cada região interpreta consoante o seu sentir.

Chegou até nós ainda cheio de vitalidade com recolha junto de uma idosa Goleganense, que na sua juventude tantas vezes a cantou e dançou.

 

Músicos:

Joana Galrinho Voz

Artur Alonso Voz

Adolfo Mendes Voz / Guitarra

Baixo

Samuel Alves Cavaquinho

Nuno Simões Guitarra Ritmo

José Rafael Contente Guitarra Ritmo

Ana Cristina Mendes Flauta Transversal

Madalena Alves Adule

Carlos Ferelra Tramborete

Marta Alves Bombo

João Nuno Abreu Percussão

 

--Letra-

 

Erva Cidreira

 

Ó erva cidreira

Que estás no valado

Quanto mais te rego

Mais cresces para o lado

 

Mais cresces para o lado

Mais cresces para a banda

Ó erva cidreira

Que estás na varanda

 

Que estás na varanda

Que estás na varandinha

Ó erva cidreira

Tu hàs-de ser minha

 

Tu hàs-de ser minha

Hàs-de ser o meu amor

Ó erva cidreira

 

11 - Postal Goleganense -

Postal Goleganense

 

Em terras do Ribatejo

Gente bairrista louçã

Costumes que adoro e vejo

Tão castiços da Golegã

 

No Paul andei ao ninhos

Caçei tordos no espargal

Na Alverca tomei banho

Bebi um copo no Central

 

S. Martinho farta feira

Vem gente de toda a parte

Com cavalos e cavaleiros

Mostrando costumes e arte

 

Na praça conversa animada

Lembrando tempos entigos

Além de abegões e meirais

Tivemos feitores amigos

 

No Arneiro vi cavalgar

Ginetes de raça apurada

Picarias de ver levantar

A multidão empolgada

 

Nas capelas pedi aos Santos

Divina graça e preceito

Desposar na velha matriz

Bonita moça sem defeito

 

Marvila moças bonitas

Bonitas moças na Baralha

Por amores entre rivais

Faziam no campo batalha

 

Azinhaga mãe de campinos

Berço dartistas escritores

Belo jardim fresco frondoso

Recordo doces amores

 

Da Quinta da Broa à Cardiga

Vai um mundo de emoções

P'los Álamos pela Labruja

Vibram ditosos corações

 

Na maracha do Tejo fisguei

Roliça moçoila atrevida

Por uma tarde bem passada

Dei cabo do resto da vida

 

Na campina tanta bravura

Na igreja fé, devoção

À noite veio a ternura

De madrugada a paixão

 

Gente ilustre afamada

Neste concelho nasceu

Hoje e sempre é lembrada

Porque afinal não morreu.

 

 
Santinfor, Consultoria e Serviços